Geologia Costeira e Marinha Rasa:

 

A geologia costeira está amplamente relacionada aos processos erosivos e de deposição de sedimentos. É nas zonas do litoral que há o encontro do mar com o continente, e esse encontro resulta em faixas de areias planas entre costões rochosos (Teixeira, W. Decifrando a Terra, 2009, p. 428). Essas faixas de areia e costões rochosos são alvos de processos de intemperismo de diferentes escalas e intensidades, como exemplos podemos citar o acúmulo de sedimentação trazidos por marés baixas de maior frequência que altas e a erosão causada por uma grande ressaca no mar, até mesmo processos de intemperismo antrópicos (Andrade, F. 2009). Próximos a esse encontro, há uma zona conhecida como margens continentais (Teixeira, W. Decifrando a Terra, 2009, p. 428). Nessa zona é onde temos contato com a geologia marinha rasa, e onde encontramos as plataformas e os taludes continentais. As plataformas continentais são regiões que possuem uma das partes mais valiosas dos oceanos, onde encontramos atividades de perfuração para exploração de petróleo e gás natural, além de pesca e pesquisas aplicadas. A maior parte das plataformas continentais que estão a menos de 100m de profundidade estariam acima do nível do mar durante a última glaciação, durante o Pleistoceno, e foi durante essa era que suas feições mais importantes foram criadas. Os taludes porém já são regiões de transição entre as plataformas continentais e a planície abissal, onde há uma grande elevação das regiões mais fundas dos oceanos, até as plataformas. Nessa região é muito comum a formação de leques de assoalhos devido à deposição de sedimentos erodidos da plataforma e trazidos por correntes marinhas.
 

Processos Costeiros - Ventos, Ondas, Marés, Correntes Litorâneas, Preciptação:
 

Processos costeiros são fenômenos que atuam e modificam os ambientes onde há o encontro entre o oceano e o continente. Os principais agentes que causam modificações no litoral são: regime de ventos, clima de ondas, marés astronômicas e meteorológicas, precipitação e zonas de convergência intertropical (Dominguez, J. M. L. UFBA, 2009). O clima de ondas representa a componente de maior influência nas costas, pois através da energia das ondas, intensidade e recorrência das tempestades são os responsáveis pela dinâmica do transporte e deposição dos sedimentos nesses sistemas (Tessler, 2005). As ondas são criadas através dos ventos que atuam na superfície dos oceanos, transferindo a energia para água, fazendo com que ocorra o movimento ondular até alcançar a zona costeira. O tamanho e força das ondas dependem da velocidade com que esse vento sopra e com sua intensidade, além da distância em que essa onda percorre até a costa (Teixeira, W. Decifrando a Terra, 2009, p. 429).
O regime de marés é um elemento modelador da costa ao associar a deposição de sedimentos com a velocidade de marés. Esse transporte sedimentar é ainda mais notável em áreas onde a variação de marés é mais expressiva (Tessler, 2005). As precipitações e as zonas de convergência são as responsáveis pela criação de tempestades, que causam o aumento do tamanho e da força das ondas.


Erosão Marinha:


As alterações históricas do Nível Médio do Mar (NMM), a maior frequência de grandes tempestades e ressacas, além de fatores antrópicos, são as principais causas da erosão costeira. A erosão é o transporte sedimentar responsável pela retirada de sedimentos de determinadas áreas e as depositar em outras regiões, em locais onde ocorre erosão costeira, há o recuo da linha de costa (Silva et al., 2005). O litoral brasileiro é formado por extensos trechos de deposição de sedimentos marinhos arenosos. Esses sedimentos, por serem inconsolidados são mais suscetíveis a processos de transporte e remobilização (Souza, R. C. G., 2012). Dessa maneira, a erosão é caracterizada como a saída de sedimentos da linha praial, transportado para dunas ou para zonas submersas de maiores profundidades no oceano (Teixeira, 2009Teixeira, W. Decifrando a Terra, 2009, p. 431). Em alguns casos são remobilizados e depositados em outras praias do litoral.

 

Progradação Marinha:

 

Oposto à erosão marinha, a progradação ocorre quando há o acúmulo de sedimentos, trazidos pelo transporte, e assim há o alargamento ou engordamento da faixa de areia nas zonas costeiras (Muehe, 2006). A progradação já é a entrada de sedimentos na linha praial, sendo trazidos pela ação de ondas, marés e rios. (Teixeira, W. Decifrando a Terra, 2009, p. 431).

 

Praia arenosa:

 

As praias são zonas do litoral compreendidas entre a preamar e baixamar mpedias, marcadas pela linha de costa. São formadas por areia e seixos, sendo segmentos espaciais retilíneos, com grande variação de comprimento. Outras podem ser pequenas faixas de areia entre rochas (Teixeira, W. Decifrando a Terra, 2009, p. 428). As praias podem mudar de forma repentinamente de acordo com os níveis de erosão e/ou progradação que atuam na linha de costa. Esses transportes de sedimentos criam cinturões de dunas que bordejam a porção interior de algumas praias, e criam terraços de marés, que são áreas planas e rasas entre a praia superior e uma barra de areia mais externa (Teixeira, W. Decifrando a Terra, 2009, p. 431).

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